“Vamos chegar no fim de 2022 com R$ 1 trilhão em obras contratadas”, diz ministro

Ativo 1 29 outubro, 2021

Principal convidado do almoço da Frente Parlamentar pelo Brasil Competitivo do último dia 27 de outubro, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, assegurou, perante parlamentares e representantes do setor produtivo, que o Brasil vai se transformar em um grande canteiro de obras que serão percebidas com mais clareza a partir de 2024 e 2025. “Até o fim deste ano teremos R$ 100 bilhões em contratos. O acumulado de três anos é de R$ 550 bilhões”, disse o ministro.

Ele enumerou uma série de concessões em rodovias, ferrovias, aeroportos, portos que, na visão dele, estão mudando a cara do Brasil. “Ficamos impressionados após um road show com investidores nos Estados Unidos”, afirmou. Tarcísio disse que existem dois tipos de investidores: aqueles que não conhecem o Brasil e que se impressionam com o ruído e a névoa. “Mas tem aqueles que percebem a oportunidade, descem da camada de névoa, fogem do ruido e percebem que há uma estrada muito boa sendo pavimentada”, declarou.

O ministro citou os leilões de saneamento, energia, portos, aeroportos, estradas e ferrovias realizados até agora, dentro de um momento difícil de pandemia, pós-tragédia de Brumadinho e com uma recessão argentina severa, que afetou as exportações brasileiras. Segundo ele, o Ministério mostrou uma estratégia de atuação composta de quatro eixos: transferência maciça de ativos para a iniciativa privada; resolução de concessões que fracassaram por problemas de modelagem; conclusão de obras inacabadas e fortalecimento da legislação para dar segurança jurídica aos projetos. Juntas, esta estratégia de ação foi fundamental para alavancar a pasta.

O ministro elogiou a parceria com a Frente Parlamentar pelo Brasil Competitivo, citou a Medida Provisória do Marco Legal da Ferrovias e o projeto aprovado recentemente no Senado, bem como outras medidas que estão tomadas para ampliar o estoque de crédito no país, por exemplo.

“Quem está apostando que vamos ficar presos na armadilha do baixo crescimento está apostando errado. Todas as questões relativas a uma maior produtividade estão sendo atacadas. O investidor estrangeiro percebeu que o Brasil vai se transformar em um grande canteiro de obras e que isso vai se transformar em uma alavanca de prosperidade para geração de emprego, enfrentamento de questões de produtividade e crescimento econômico”, assegurou o ministro.

O presidente da Frente Parlamentar pelo Brasil Competitivo, deputado Alexis Fonteyne (Novo-SP), ressaltou as palavras do ministro. “O ministro Tarcísio mostrou os avanços e projetos, em uma série de áreas, seja em aeroportos, portos, rodovias, ferrovias. E falou bastante sobre o novo marco do setor ferroviário, setor que ficou paralisado durante muitos anos e agora foi destravado para podermos fazer investimentos,” celebrou Alexis.

O presidente do Conselho Superior do Movimento Brasil Competitivo (MBC), Jorge Gerdau, ressaltou novamente a união do Congresso, do Poder Executivo e do Legislativo para combater o Custo Brasil. “Esse número do Custo Brasil de R$ 1,5 trilhão representa a não competitividade de 22% da economia. A nossa meta é que a essa estrutura de Custo Brasil chegasse a zero. Temos a questão tributária, os encargos sobre a folha de pagamentos, a questão da energia. Temos várias estruturas arcaicas que precisam ser vencidas e não tenho dúvidas que um Congresso renovador tem um papel e o poder neste sentido”, elogiou Gerdau.

Vice-presidente da Câmara, o deputado Marcelo Ramos (PL-AM), defendeu a indústria nacional, afirmando que o Custo Brasil impede a competitividade entre as empresas brasileiras. “Não podemos expor nossa indústria a uma concorrência absolutamente predatória com sobrecusto que não tem quem produz na China, na Índia, na União Europeia ou nos Estados Unidos”, ressaltou.

“O que reduz nossa competitividade e produtividade não são coisas que acontecem dentro da fábrica. São fatores de porta da fábrica para fora. Precisamos diminuir a burocracia, a insegurança jurídica, o caos logístico, o manicômio tributário. Quanto mais investirmos em infraestrutura, reduzirmos o custo logístico, melhor”, completou Ramos.

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