Mobilização política é caminho para redução do custo Brasil

Ativo 1 21 Maio, 2021

Os principais desafios e soluções para redução do custo Brasil foram tema de debate nesta quinta-feira, 20, em evento realizado pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) em comemoração ao mês da indústria. O presidente do Conselho Superior do MBC, Jorge Gerdau, e o Secretário de Desenvolvimento da Indústria, Comércio, Serviços e Inovação do Ministério da Economia, Jorge Lima, apresentaram as pautas prioritárias que devem ser debatidas e a importância do diálogo entre governo e setor produtivo.

Jorge Gerdau, presidente do Conselho Superior do MBC, apresentou o estudo que foi realizado em conjunto com o Ministério da Economia para medir o custo Brasil. O estudo calculou que o setor produtivo no Brasil tem um custo de R$ 1,5 tri a mais do que os países da OCDE, que se desdobra em 12 frentes. “O custo Brasil vai se somando em cada uma das etapas de produção. A indústria precisa passar esse valor para o consumidor, que é quem acaba sofrendo com essa soma”, explicou Gerdau. Para o presidente, a participação da indústria no Produto Interno Bruto brasileiro está extremamente limitada por esses custos excedentes.

Segundo o secretário Jorge Lima, o Ministério da Economia está trabalhando para avançar com as pautas que possuem o maior potencial de redução desse custo. Ele explicou que a sua secretaria elencou os 22 principais projetos de lei prioritários, como a reforma administrativa, reforma tributária, lei do saneamento e lei do gás. “Apenas esses 22 projetos já possuem uma capacidade de redução de R$ 500 bilhões do custo Brasil. Os que já foram aprovados pelo Congresso Nacional e sancionados possuem um potencial de redução de R$ 180 bi”, afirmou Lima.

Para o presidente do Sistema Fiep, Carlos Walter Martins, o diálogo entre setor produtivo e governo nunca foi tão forte e significativo como atualmente. “A parceria técnica do Movimento Brasil Competitivo com o Ministério da Economia para o debate de soluções para o custo Brasil é algo que nunca houve antes. Por isso temos visto os avanços nessa pauta de melhoria da competitividade”, disse Martins.

Nesse sentido, o secretário Jorge Lima concordou que os avanços na competitividade brasileira precisam ter a participação do setor empresarial. “Seria uma arrogância achar que o governo entende mais do que o setor produtivo em relação ao custo Brasil. Por isso, convidamos o setor produtivo para se sentar conosco, debater essa pauta, e coletamos 350 contribuições”, explicou Lima. O secretário também ressaltou que o debate entre terceiro setor e governo já está promovendo uma mudança cultural na sociedade, já que antes não se debatia essa pauta que agora está em constante discussão.

Entre as pautas prioritárias elencadas, Jorge Gerdau ressaltou a importância de uma reforma tributária. Ele exemplificou que um operário no Chile recebe 85% daquilo que custa para o empregador, sendo que apenas 15% são impostos. No Brasil, esse mesmo trabalhador recebe menos de 50% daquilo que custa para a indústria. “O sucesso para redução do custo Brasil não depende de fatores técnicos, pois não pode ser resolvido com consultorias. A real força é a mobilização política, por isso é tão importante que o setor privado trabalhe de mãos dadas com o Executivo”, afirmou Gerdau.

Para o presidente, no entanto, apenas a mobilização com o Executivo não é suficiente para avançar com as pautas prioritárias. Por isso, o Movimento Brasil Competitivo está se mobilizando também com o Legislativo. “O trabalho de redução do custo Brasil precisa também de pressão política no Congresso Nacional. O deputado Alexis Fonteyne está criando a Frente Parlamentar pelo Brasil Competitivo, da qual o MBC será parceiro para pressionar o avanço dessas pautas”, explicou Jorge Gerdau.

Assessoria de Comunicação Social do MBC

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