Lideranças empresariais e políticas discutem futuro do país

Ativo 1 25 novembro, 2021

O Movimento Brasil Competitivo comemorou 20 anos nesta quarta-feira, 24, com um encontro de lideranças empresariais e políticas em Brasília. No palco o ministro da Economia, Paulo Guedes, dois ex-ministros da Indústria e Comércio, a economista Dorothea Werneck e o empresário Luiz Fernando Furlan, o presidente da Toyota do Brasil, Rafael Chang, o presidente do Conselho Superior do MBC, Jorge Gerdau para debater “O futuro da competitividade: os próximos 20 anos”.  A mediação foi do conselheiro executivo do MBC, Rogério Caiuby.

O ministro Paulo Guedes fez uma ampla análise sobre a situação econômica do país, dos desafios atuais e abordou diversos temas que estão na pauta nacional como precatórios, crescimento do país, renda básica e reformas. Conforme ele, o país tem cerca de R$ 700 bilhões em investimentos privados contratados que puxarão o crescimento econômico nos próximos anos. Ele disse ainda que, com esses investimentos, o Brasil está deixando uma economia estagnada para uma economia em crescimento. Ao analisar a questão da competitividade, Guedes defendeu que o país precisa estar aberto ao comércio e que isso ajuda as empresas a se tornarem competitivas e defendeu que as frentes como educação, verde e digital são chaves para a produtividade nacional. Ao final da fala, o ministro fez um apelo aos empresários e pediu apoio às reformas tributária e administrativa propostas pelo governo. “Peço que, como empresários, vocês apoiem as reformas”, afirmou.

 

O presidente da Toyota começou lembrando que o propósito da competitividade é algo maior, como defende o MBC, que é a melhoria da qualidade de vida dos brasileiros. “Isso está totalmente alinhado com a missão da Toyota”. Já em relação à competitividade destacou alguns pontos a serem observados:  a situação competitiva mundial, observar a escala, entender as tendências, como a evolução da tecnologia, o carbono neutral, custo e produtos que serão oferecidos para o mercado interno e externo. Ele citou ainda a questão ambiental e defendeu ainda um plano simples de ações, mas concreto, com metas de custo, médio e longo prazo para dar credibilidade de melhoria de competitividade do país. “É importante que as políticas públicas e setoriais falem entre si e que ofereçam uma previsibilidade para que num prazo de dez anos se possa prever os investimentos”, disse.

A economista Dorothea Werneck concordou que o mundo está entrando num novo futuro e que os desafios não são mais somente nacionais e sim globais globais. Como o Brasil vai desenhar este futuro? Para ela, o governo não dá conta de resolver sozinho, o mercado sozinho também não resolve os problemas e o terceiro pilar seria a sociedade civil.  “A sociedade civil é corresponsável neste desenho do futuro. E nisto o MBC é monumental”, disse.

“Se pudesse reduzir no principal desafio da competitividade para os próximos 20 anos. Eu colocaria um ponto: preparar gente”, afirmou o ex-ministro Furlan. Segundo ele,  no Brasil há  oportunidades de emprego, mas a massa de desempregados não está em condições do nível do emprego que está sendo oferecido. Não existe mais o emprego razoável sem que tenha o nível mínimo de educação, digitalização, conhecimento e tecnologia. “Preparar gente é o “X” da competitividade brasileira nos próximos 20 anos”, analisou.

O presidente do Conselho do MBC, Jorge Gerdau, fez uma análise final a partir das falas de cada painelista. Segundo ele, todos destacaram desafios importantes para o cenário futuro e revelou que o MBC trabalha com base em quatro pilares: governança e gestão, redução do Custo Brasil, transformação digital e educação. Gerdau defendeu que para enfrentar os temas é preciso de união. “Ninguém consegue nada sozinho, os empresários não fazem nada e o governo também não”, e destacou o trabalho que vem sendo feito pelo MBC ao longos dos últimos 20 anos.

Para comemoração estiveram presentes gestores públicos, executivos e representantes das 45 associadas do MBC: Amazon Web Service, Gol, Grupo FarmaBrasil, Itaú, Microsoft, 99, Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Airbnb, Bat Brasil, Biolab, Brasal, Brasoftware, Cpetis, Confederação Nacional do Comércio CNC), Confederação Nacional da Indústria (CNI), Eneva, Meta, Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), Gerdau, Google, Hilab, Huawei, IBM, JSL, Intel, JBS, Localiza, Luccra, MicroPower, Motorola Solutions, Mover, MSD, Novartis, Oracle, Prumo Logística, Qualcomm, SAP, Sebrae, Seguros Unimed, Setllantis, Suzano, Telefonica, Tenaris, Tigre e Toyota.

O MBC é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), apartidária, a primeira do país a defender a gestão pública e aproximar os setores público e privado com o objetivo de ampliar a competitividade nacional, o aumento da capacidade de investimento do Estado e a melhoria dos serviços públicos essenciais oferecidos aos brasileiros. Desde 2001, promove mudanças em áreas fundamentais para o avanço econômico com foco na governança e gestão, na transformação digital, na redução do custo Brasil e no investimento em educação.

Assista ao painel completo aqui 

Fotos: Tiago Coelho

Assessoria de Comunicação MBC

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