Educação é base e desafio para a competitividade

Ativo 1 12 dezembro, 2022

Foto: Tiago Mendes

“Para fazer do Brasil uma potência econômica e mais competitiva no contexto mundial é preciso investir em educação”. A conclusão é dos participantes do painel Educação para competitividade, durante o Congresso Brasil Competitivo 2022: Brasil e a Nova Ordem Global, promovido pelo MBC, na Casa Natura, em São Paulo, no último dia 8. Este, aliás, é um dos pilares defendidos pela organização, quando coloca a necessidade de priorizar a melhoria da qualidade da educação brasileira para a competitividade nacional, especialmente nos ensinos técnico e profissionalizante.

O Corporate Partner da Macroplan, Glaucio Neves, moderou o painel, que também levou para o palco do evento o presidente do Conselho Superior do MBC, Jorge Gerdau, a vice-presidente de Educação, Inclusão e Sustentabilidade do IFood, Luana Ozemela, além do secretário de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Simplificação do Rio de Janeiro, Chico Bulhões.

Neves deu início aos debates observando o nível de desemprego e desalento entre os jovens brasileiros, abordando a carência de mão de obra qualificada e a baixa taxa de formandos no ensino técnico no Brasil. “Há muito a avançar nesta agenda. Precisamos evoluir o ensino médio para alavancar a qualidade da educação no Brasil. Não há desenvolvimento social sem educação. Sem investimentos em agendas de promoção do ensino para o ganho de competitividade”, destacou o moderador.

O relevante papel da educação para o desenvolvimento sustentável esteve no centro das discussões e para os speakers o conhecimento é fundamental para superar as inúmeras adversidades que impedem os avanços sociais e econômicos, e também o crescimento do país no mercado mundial.

“Somos uma empresa da nova economia, que tem uma cultura de inovação. Sem medo de errar. Temos feito diversos investimentos sociais com esse compromisso de transformar a sociedade, investindo em iniciativas de sustentabilidade e educação, para reduzir desigualdades, com ações que favoreçam o acesso ao ensino de qualidade, com mais inclusão e gerando mais oportunidades”, afirmou a vice-presidente de Educação, Inclusão e Sustentabilidade do IFood, Luana Ozemela.

Luana também destacou o quão importante é ter um olhar mais atento para o ensino técnico profissionalizante. A vice-presidente lembrou que ela mesma é “filha dessa modalidade”, quando, antes de ingressar na universidade, fez curso de computação, o que lhe proporcionou ingressar no mercado de trabalho. O acesso à educação profissional e tecnológica de qualidade é uma das propostas que constam no documento 12 Compromissos Para Um Brasil Competitivo, do MBC e da Frente Parlamentar pelo Brasil Competitivo.

Jorge Gerdau, presidente do Conselho Superior da MBC, ratificou a importância do ensino para potencializar talentos e alavancar resultados. “A construção de um futuro melhor passa pela educação para resolver os inúmeros problemas do Brasil. É preciso ir na base do sistema de ensino para termos condições de competitividade. Este é o único caminho para romper os paradigmas da nossa conjuntura social atual. Será que vamos continuar no patamar de não educar a população de baixa renda? Se não mudarmos isso e não passarmos a valorizar o ensino técnico, não vamos sanar os problemas do país”, enfatizou.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Simplificação do Rio de Janeiro, Chico Bulhões, apresentou à plateia um panorama dos desafios que a capital fluminense enfrenta para reduzir as disparidades sociais e destacou as iniciativas públicas diante do cenário adverso. “Educação é estruturante e fundamental. Entendemos também o ensino técnico como alavanca para as novas oportunidades e para transformar o mercado. Por isso, a importância de investimentos em ações, programas e projetos para qualificar a mão de obra e gerar oportunidades de trabalhar as desigualdades”, finalizou.

Assessoria de Comunicação do MBC

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