Custo Brasil é apresentado para Conselho de Economia de SP

Ativo 1 24 maio, 2022

A diretora executiva do Movimento Brasil Competitivo (MBC), Tatiana Ribeiro, foi convidada especial do Conselho Regional de Economia de São Paulo (Corecon SP) em encontro para debater o Custo Brasil. Na reunião virtual realizada nesta terça-feira, 24, Tatiana apresentou o estudo realizado pelo MBC, em parceria com o Ministério da Economia, que mediu o valor das dificuldades estruturais que atrapalham o ambiente de negócios no país, gerando um prejuízo de R$ 1,5 trilhões.

Segundo Tatiana, o estudo avaliou o ciclo de vida de uma empresa e identificou que, no Brasil, há 12 eixos que incidem no Custo Brasil. A diretora destacou os três principais pontos que possuem maior impacto para as empresas anualmente: empregar capital humano, honrar tributos e dispor de infraestrutura. “O eixo de empregar capital humano é o maior de todos dentro do Custo Brasil. A falta de mão de obra qualificada é um gargalo de R$ 120 bi ao ano para as empresas. Baixa qualificação da mão de obra, altos tributos e grande judicialização trabalhista são alguns dos fatores que contribuem para esse alto Custo”, explicou.

A gestora explicou, ainda, que o MBC é a primeira organização sem fins lucrativos da sociedade civil a olhar para este tema. “Temos uma atuação forte em projetos que possuem uma dinâmica específica, com grande participação da iniciativa privada nessa colaboração conjunta. Foram 85 projetos realizados pela nossa organização, de diferentes portes. Mobilizamos R$ 500 milhões do setor privado para a melhoria do setor público”, afirmou.

Nesse sentido, Tatiana apresentou uma das formas como a organização está trabalhando para a redução do Custo Brasil. “Atuamos como secretaria executiva da Frente Parlamentar pelo Brasil Competitivo, que foi criada no ano passado. Com grande poder de mobilização, até março deste ano, já conseguimos aprovação de 16 projetos importantes para a redução do Custo”, disse.

O conselheiro do Corecon SP, Haroldo Silva, foi moderador do encontro e ressaltou que o Custo Brasil é um desperdício que o país precisa eliminar. “Admiro que o MBC, diferente de outras entidades, não discute se o Estado é ou não importante, mas trabalha para trazer eficiência para ele. Esses projetos executados são exemplos disso”, afirmou Silva.

A necessidade de reformas estruturantes foi outro ponto destacado durante o debate. Para Tatiana Ribeiro, o sistema tributário, por exemplo, é um gargalo muito grande que incide sobre o Custo Brasil. Nesse contexto, o secretário de Finanças de São José dos Campos, Junior Braz, afirmou que um dos aspectos que precisa ser discutido no âmbito da reforma Tributária é a relação entre os entes da federação. “A reforma Tributária que precisamos fazer deve passar pelo institucional, pela relação entre os entes. Sem isso, corremos o risco de termos efeitos colaterais que não foram pensados e imaginados”, disse Braz.

O secretário explicou que vários projetos e reformas realizados no âmbito Federal possuem impacto sobre a arrecadação dos municípios, o que acaba atrapalhando na gestão e governança locais. Para a diretora do MBC, o executivo Federal precisa estar em constante contato com os estados e municípios para evitar esses choques. “É no município que acontece a política pública, porque o governo federal tem pouco contato com o cidadão”, afirmou.

Assessoria de Comunicação do MBC

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