Estudo mostra que reformas são fundamentais no setor público

Ativo 1 11 outubro, 2019

O estudo Gestão de Pessoas e Folha de Pagamentos no Setor Público Brasileiro, divulgado nesta quarta-feira, 9, pelo Banco Mundial, revela que servidores públicos no Brasil recebem o dobro dos trabalhadores de empresas privadas. De acordo com os dados apresentados, o país gasta cerca de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) somente com folha de pagamento. Foi o maior valor dos 53 países analisados, o Banco Mundial avalia como fundamental uma reforma administrativa para melhorar a eficiência de gastos.

O levantamento aponta que a despesa com salários de servidores é a segunda maior do país, ficando atrás apenas da Previdência Social. O Banco Central projeta que até 2022 cerca de 26% dos servidores federais terão se aposentado, o que possibilita uma reforma administrativa gradual, que gere produtividade e tenha impacto fiscal. “Estima-se que, reduzindo todos os salários iniciais a, no máximo, R$ 5.000,00 e aumentando o tempo necessário para chegar ao fim da carreira, seria possível obter uma economia acumulada, até 2030, de R$ 104 bilhões”, diz a publicação.

Segundo a diretora executiva do Movimento Brasil Competitivo, Tatiana Ribeiro, melhorar a gestão de recursos humanos no setor público é um passo fundamental para melhorar a economia e a competitividade brasileira. “Um dos pilares do MBC é a eficiência na gestão e governança pública. O Brasil possui gastos hoje que poderiam ser realocados de maneira mais eficiente para melhorar a produtividade do país. As reformas administrativas são o meio para esse fim”, defendeu Tatiana.

A diretora afirmou ainda que o MBC trabalha junto a entes dos governos estaduais, municipais e federal com reformas para mudar o quadro apresentado pelo estudo do Banco Mundial. “Estamos atuando atualmente com reformas administrativas na Câmara dos Deputados, no Tribunal de Justiça de São Paulo. Esses projetos têm demonstrado que recursos geridos de maneira mais eficiente trazem grandes benefícios a curto e longo prazos”, disse.

O estudo divulgado pelo Banco Mundial estima que, se o Brasil continuar nesse ritmo, até 2030, cerca de 25% da folha de pagamentos do governo federal será destinada a servidores que ainda serão contratados. A publicação concluiu ser necessária a criação de um sistema de carreira para garantir efeitos de curto e médios prazos ao não associar ganhos salariais de futuros servidores da ativa com aumentos salariais de servidores públicos aposentados.

Assessoria de Comunicação Social do MBC