Estratégia digital vai preparar o Brasil para cenário de mudança, diz ministro

Ativo 1 02 agosto, 2017

A Estratégia Brasileira para a Transformação Digital vai preparar o país para um cenário de permanente mudança. A afirmação é do ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, que lançou nesta terça-feira, 1º, uma consulta pública de 30 dias para aperfeiçoar a proposta, formulada por um grupo de trabalho interministerial coordenado pelo MCTIC.

“Na verdade, essa consulta pública visa adaptar o governo e o Brasil ao mundo digital, que se renova a cada dia, a cada semana, a cada mês, a cada ano”, disse o ministro. “E temos agora um instrumento para que, de uma maneira efetiva e eficiente, possamos agilizar as nossas adaptações e preparar o país para viver esse novo cenário de permanente mudança, em um momento em que a bola da vez é a Internet das Coisas e o que nos guia é a conexão, desde quando acordamos até quando nos recolhemos para dormir, em uma atmosfera em que a indústria se transforma e o planeta começa a se preparar para viver uma fase de mais avanço e mais tecnologia.”

A Estratégia é um “guarda-chuva” para diversas iniciativas do governo federal para digitalização da economia e da sociedade. O objetivo é criar um ambiente habilitador para impactos transformadores em agricultura, comércio, educação, finanças, indústria e serviços de transportes e logística, por meio da digitalização dos processos produtivos e da capacitação do país para a chamada 4ª Revolução Industrial. “Em função disso tudo, com algum atraso, mas ainda em tempo, o Brasil procura fazer com que essas adaptações aconteçam”, afirmou Kassab. “Essa consulta pública nada mais é, portanto, do que o início de uma longa jornada que muito possivelmente não terá fim.”

Coordenador do Grupo de Trabalho Interministerial (GTI) responsável pela formulação do texto-base, o secretário de Política de Informática do MCTIC, Maximiliano Martinhão, apontou como prioridade o uso das tecnologias da informação e comunicação (TICs) como “ferramentas para melhorar e aumentar a produtividade e a competitividade do país”.

Martinhão relatou que a Estratégia surgiu durante o processo de fusão dos antigos ministérios das Comunicações (MC) e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). “Naquela oportunidade, o ministro pediu um plano de trabalho sobre o que faríamos nesse novo ministério expandido, e a proposta que apresentei a ele na época parecia bastante ousada, diante de tantas prioridades do governo”, lembrou. “A ideia era aproveitar o fato de o MC já cuidar da infraestrutura tradicional de telecomunicações e, junto ao MCTI, dos temas da internet. A proposta seria estabelecer para o país uma estratégia digital, em um momento a partir do qual um único ministério trataria de toda essa área. Desde então, a gente vem aprimorando a agenda.”

O secretário destacou que o MCTIC articulou a proposta junto com outros nove ministérios: Cultura; Defesa; Educação; Indústria, Comércio Exterior e Serviços; Justiça e Segurança Pública; Planejamento, Desenvolvimento e Gestão; Relações Exteriores; Casa Civil e Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República; além da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Segundo o presidente-executivo do Movimento Brasil Competitivo (MBC), Claudio Gastal, a gênese do projeto também passou pela iniciativa privada. “Já em novembro do ano passado, o MBC identificou a necessidade de se ter uma estratégia digital brasileira, e entregamos ao governo federal um documento com essa visão”, recordou. “A gente sabe que, para uma estratégia desse porte dar certo, ela tem que ter um grande pé no setor privado, para que seja um ator dessa iniciativa e para que ela transite e avance na economia e sociedade.”

Na visão do diretor de Temas Científicos e Tecnológicos do Ministério das Relações Exteriores, Benedicto Fonseca Filho, a Estratégia permite ao Itamaraty identificar áreas prioritárias no caminho de digitalização do Brasil. “Isso vai nos proporcionar uma melhor inserção nos esforços internacionais de cooperação em matéria de TICs, notadamente em segurança cibernética e privacidade de dados.”

Transformação

A proposta em construção para a Estratégia Brasileira se divide em eixos temáticos. Como habilitadores da transformação digital, estão infraestrutura de redes e acesso à internet; pesquisa, desenvolvimento e inovação; confiança no ambiente digital; educação e capacitação profissional; e dimensão internacional. Já as frentes de transformação digital, por outro lado, consistem em uma economia baseada em dados; um mundo de dispositivos conectados; novos modelos de negócio; e transformação digital da cidadania e de governo.

Clique aqui para participar da consulta pública.

Com informações do MCTIC