Brasil precisa alavancar economia digital para retomar competitividade

Ativo 1 14 setembro, 2017

A transformação digital é uma realidade global e o Brasil precisa levar esse tema a sério se quiser voltar a ser competitivo no concerto das nações. Essa foi a tônica do painel O Desafio da Transformação Digital no Setor Público, parte integrante do Congresso Brasil Competitivo 2017: Economia Digital, realizado na última quarta-feira, 13, em São Paulo.

“A transformação digital acontece no governo, na economia e na sociedade. Se o Brasil não fizer os trabalhos necessários, outras nações farão”, alertou o secretário de Política de Informática do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Maximiliano Martinhão. Segundo ele, as TICs (tecnologias de informação e comunicação) precisam ser usadas para resgatar a competitividade do Brasil, que perdeu 33 posições em quatro anos no ranking global de competitividade do Fórum Econômico Mundial e está atualmente na 81ª – a líder é a Suíça.

O secretário disse que esse assunto não pode ficar nas mãos apenas de um setor da sociedade, e que as esferas pública e privada devem atuar em conjunto. Ressaltou, nesse sentido, a parceria do ministério com o MBC (Movimento Brasil Competitivo), que apresentou as demandas da sociedade civil e, dessa forma, foi “fundamental para concatenarmos dentro do governo nossa estratégia digital”.

O ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, afirmou que fortalecer a economia digital e reduzir a burocracia são orientações da gestão Michel Temer. “O ministério busca, a cada instante, fazer uma gestão com tecnologia, inovação e planejamento, evitando o trâmite de papéis. Hoje, os municípios não precisam mandar ofícios para o ministério. Está tudo digitalizado”.

Barbalho destacou também uma parceria com o Ministério da Agricultura e o Google, para a criação de uma plataforma – em fase de testes – que permita visualizar eventos naturais, como furacões e secas, prevendo repercussões danosas para a população e permitindo salvar vidas. Ele afirmou ainda que os fundos constitucionais para desenvolvimento das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, “historicamente voltados ao agronegócio”, agora são aplicados também em tecnologia e inovação.

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, também citou avanços propiciados pela tecnologia, como a informatização das UBSs (unidades básicas de saúde) e os prontuários eletrônicos.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, também citou a saúde como uma das áreas em que a transformação digital pode ajudar a melhorar os serviços ofertados ao cidadão. Alckmin, que é médico de formação, criticou médicos que pedem exames sem o devido critério e citou o exemplo de pacientes que morrem na hora de fazer ressonância magnética, por erro na aplicação do contraste. “A tecnologia pode nos ajudar, para que tenhamos maior eficiência”.

“Falar em políticas digitais é falar em futuro”, resumiu o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab.

O Congresso Brasil Competitivo é promovido pelo MBC (Movimento Brasil Competitivo) e reuniu cerca de 200 pessoas para debater a transformação gerada pela economia digital.

Assessoria de Comunicação Social do MBC / Fotos: Thiago Mendes