Brasil sobe 16 posições no relatório Doing Business, do Banco Mundial

Ativo 1 31 outubro, 2018

O Brasil avançou 16 posições no ranking anual de facilidade para fazer negócios do Banco Mundial e agora ocupa o 109º lugar na lista. De acordo com a instituição, o país liderou a agenda de reformas na América Latina com a introdução de medidas como as que facilitaram a abertura de empresas.

Apesar disso, o país continua perdendo de pares regionais e permanece na metade de baixo da tabela – que registra, ao todo, o desempenho de 190 nações.

De acordo com o relatório “Doing Business”, publicado nesta quarta-feira, 31, pela instituição, o Brasil facilitou o ambiente de negócios ao criar sistemas on-line para empresas fazerem registros de licenciamento e de emprego. Segundo a instituição, as mudanças reduziram o tempo para abrir um negócio de 82 para 20 dias. A reforma trabalhista também foi mencionada, bem como suas medidas que criaram o trabalho intermitente, a demissão consensual e as mudanças na representação sindical.

Além disso, a instituição avalia que o acesso à informação de crédito também foi facilitado – assim como o trâmite do comércio internacional por meio da introdução de certificados eletrônicos de origem. O relatório diz ainda que a cidade de São Paulo melhorou a confiabilidade do sistema de eletricidade ao modernizar a rede com uso de novos softwares.

Para o secretário de Promoção da Produtividade e Advocacia da Concorrência do Ministério da Fazenda, João Manoel Pinho de Mello, “o Brasil teve o maior aumento na nota entre os países da América Latina, ficamos agora acima da média latino-americana. Esse resultado é muito positivo, e é fruto de um grande esforço pela promoção de reformas microeconômicas que envolvem diferentes esferas de governo.”

No detalhamento por item, os melhores desempenhos do Brasil foram registrados nos critérios de alcance à eletricidade (40º no ranking global), proteção a investidores minoritários (48º) e execução de contratos (também 48º). O país vai pior em facilidade para obter alvará de construção (175º no ranking) e no critério pagamento de impostos (184º), que reúne indicadores de carga tributária e de complexidade burocrática para o recolhimento.

Entre os latinos, o México lidera a lista como o 54º melhor país para negócios no mundo, seguido por Chile (56º) e Porto Rico (64º). O Brasil também perde da Colômbia (65º), da Costa Rica (67º), do Peru (68º), de El Salvador (85º), do Uruguai (95º) e da República Dominicana (102º). Já a Venezuela permaneceu no antepenúltimo lugar da lista global, só ganhando das africanas Eritreia (189º) e Somália (190º).

Dentre os Brics, o Brasil está na lanterna. O bloco é liderado por Rússia (31º) e seguido por China (46º), Índia (77º) e África do Sul (82º). O Banco Mundial afirma que, no geral, os países tiveram uma melhora média na facilidade de fazer negócios de quase 19 pontos em várias áreas de regulamentação com avanços em eletricidade e reformas que simplificam processos de negociação.

O ranking é liderado por países da Oceania, Ásia e Europa. Nova Zelândia ficou em primeiro lugar, seguida por Cingapura e Dinamarca (mesmas posições do ano anterior). Hong Kong aparece logo depois, seguido por Georgia e Noruega. Os Estados Unidos caíram dois degraus e estão na oitava posição. Completam a lista dos 10 mais bem colocados o Reino Unido e a Macedônia.

Com informações do Valor Econômico