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Rondônia
14.11.2008
Rondônia discute crescimento da piscicultura

A piscicultura atualmente em expansão de produção e tecnológica em Rondônia é resultado da crença dos investidores e empresas de apoio a pesquisa e financiamento a uma vocação natural do Estado, em função de seu clima e da bacia hidrográfica disponível. A avaliação é do diretor-técnico do Sebrae em Rondônia, Hiram Rodrigues Leal.

Para ele, quando se pensava, há alguns anos, que investir em piscicultura seria uma aventura, a resposta vem agora mostrando que se precisa investir em profissionalização da atividade, com teoria, preocupação com a qualidade da água, rastreabilidade e sustentabilidade e, principalmente central de comercialização.

O pensamento de Hiram Leal foi exposto durante a abertura da primeira parte do Seminário Invest Peixe, na última terça-feira (11) um dos eventos organizados pelo Sebrae durante a Semana Global do Empreendedorismo Brasil, ocorrido no auditório do Sest-Senat, em Porto Velho.

O seminário, que aconteceu também na quarta-feira (12) em Ji-Paraná, teve o mesmo conteúdo de painéis e palestrantes que abordaram temas do peixe como agronegócio, políticas públicas e produção de peixe em Rondônia, além do agronegócio peixe e o mercado.

A ação foi realizada com a participação de parceiros públicos e privados, também em Porto Velho como em Ji-Paraná. Rondônia é um dos maiores produtores de Peixes em cativeiro da Amazônia – grande parte dessa produção no Vale do Jamari, na Zona da Mata e Cone Sul do Estado.

“A piscicultura rondoniense teve início de forma amadora e, aos poucos, ganha estrutura profissional e competitividade graças aos investimentos de produtores e de entidades como a Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca, vinculada à presidência da República, Sebrae, governo de Rondônia e demais parceiros”, disse o consultor João Machado Neto, do Sebrae/RO.

Prova da afirmação de Machado Neto é o fortalecimento de vários elos da cadeia produtiva como ampliação de tanques e de lâmina d’água, política contínua de fornecimento de calcário e alevinos, assistência técnica, capacitação dos piscicultores na gestão da atividade e busca de canais de comercialização.

Mesmo com esses avanços, é preciso maior profissionalização do setor e agregação de valor visando aumentar a competitividade e a inserção em nichos de mercado que remunerem os custos de produção e o capital investido. “O futuro da atividade mostra-se promissor e deverá ser incrementado com a iniciativa, já em andamento, de estudos para a melhoria genética do tambaqui, principal espécie criada em cativeiro”, reforçou Hiram Leal.

Serviço:

William Jorge Heron

Repórter da UMC

williamheron@ro.sebrae.com.br

Tel. (69) 3217-3829/3870

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