
Fonte: A TARDE/Economia
A maior novidade deste ano foi a capacitação empresarial, treinamento que resultou em um amplo diagnóstico das empresas inscritas. E a inclusão de três novas categorias: além de Comércio, Indústria, Serviços, Agroindústria e Destaque Cidadania Empresarial, participaram empresas das áreas de Educação, Saúde e Turismo.
Os vencedores têm diploma de reconhecimento, troféu, direito do uso do selo Realce Empresarial, R$ 1 mil em produtos Sebrae, divulgação e duas vagas para participar do curso de formação de avaliadores de sistema de gestão do PQB.
O Realce é aberto a micro e pequenas empresas de qualquer ramo de atividade com faturamento bruto anual até R$ 1,6 milhão e pelo menos um ano de funcionamento. É vedada a participação de empresas de médio e grande portes, franquias, subsidiárias de grandes grupos empresariais, cooperativas, órgãos públicos, associações classistas e organizações não-governamentais (ONGs).
O prêmio tem apoio do Instituto Euvaldo Lodi, Federação do Comércio, Federação da Câmara dos Diretores Lojistas, Federação das Associações Comerciais, Federação da Agricultura e Cieb - Centro das Indústrias do Estado da Bahia.
Auto-avaliação
Mais do que conferir reconhecimento e visibilidade, a premiação é um instrumento de reforço, alavanca para o aprimoramento dos pequenos empreendedores, por oferecer chances concretas de capacitação para adoção de práticas mais eficientes ao seu empreendimento. "O empresário, ao se inscrever, já tem a oportunidade de receber consultoria e poder fazer uma auto-avaliação do seu processo de gerenciamento", explica a administradora Gênia Porto, gerente de Premiações do PQB (Programa Qualidade Bahia).
Essa auto-avaliação é conduzida em um questionário com oito critérios, cada qual compreendendo uma série de perguntas, e faz parte do processo seletivo. "Isso induz a uma reflexão e identifica, de imediato, os pontos passíveis de melhoria. Só quem está realmente interessado em melhorar vai até o fim", garante Gênia.
Quem persevera obtém duas vagas para um treinamento de oito horas sobre princípios de Qualidade e, se seu questionário for aprovado, recebe a visita, em sua empresa, de avaliadores capacitados e um detalhado relatório indicando "Pontos Fortes e Oportunidades de Melhoria".
O resultado final é definido por uma banca de juízes, que analisam dados codificados, para não identificarem as empresas. Além da Bahia, seguem o mesmo modelo de premiação os Estados do Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Pernambuco - em 2003 ele será adotado no Ceará e, possivelmente, no Paraná. José Paulo Martins Soares, gerente de Comunicação do Grupo Gerdau, que investe anualmente R$ 1 milhão nesse programa de premiação, diz que a empresa considera importante salientar e dar mérito para atividades empreendedoras.
"Acreditamos na pequena empresa e na contribuição que ela dá para o desenvolvimento da sociedade. Os resultados desse prêmio têm sido extremamente satisfatório e mostram, para tantas pessoas que sonham em realizar sua própria atividade empreendedora, que isso é possível", argumentou José Paulo Soares.
Para o presidente do grupo, Jorge Gerdau Johannpeter, a eficiência nos processos de produção e na gestão organizacional reflete nos produtos e serviços, e as micro e pequenas empresas devem ser cada vez mais estimuladas nesse sentido.
