
Fonte: A Tarde
Das 1.254 empresas inscritas, somente 20, chegaram à etapa final. Uma delas é a Acriplanos, que concorre na categoria indústria. A empresa que realiza um trabalho artesanal em acrílico, com peças criadas e desenvolvidas por um artista plástico, possui uma fábrica e um ponto de venda.
A cada ano, vem ampliando sua produção e investindo na compra de equipamentos mais modernos. Recentemente a empresa fez um grande investimento em maquinário com sistema computadorizado que irá permitir o planejamento dos cortes nas peças, maximizando a produção em série.
Com uma administração descentralizada, o que representa uma maior autonomia de seus funcionários, a empresa tem conseguido bons resultados. Entre transformação e revenda, a fábrica produz nove toneladas de acrílico por mês, sendo hoje a maior empresa do Nordeste no setor. De acordo com Carlos Aurelan, proprietário da empresa, estar entre a finalistas é uma vitória de todos os 30 colaboradores da Acriplanos. "Há 11 anos estamos no mercado e o que faz a diferença para o sucesso da nossa empresa, é o comprometimento de toda a equipe. Todos os colaboradores participam tanto da gestão, como nos lucros", afirma Aurelan.
Outra empresa finalista, que fez da sua gestão, o diferencial para ampliar o mercado, foi a Plaka 7. Após uma gestão centralizada, a empresa sofreu mudanças profundas para uma administração estruturada no sistema de franquia. Hoje a Plaka 7 possui 18 franqueados no Brasil.
Foi assim que, 20 anos depois de sua fundação, a empresa se tornou uma rede especializada em serviços de comunicação visual e ampliou seu negócio. Para isso, a Plaka 7 vai investir na formação da mão-de-obra da produção, na capacitação gerencial e vai implantar um prêmio de produtividade operacional mensal.
Espírito empreendedor, liderança e planejamento foram alguns dos critérios que levaram essas empresas à etapa final do Realce. Na próxima segunda-feira, dia 29, o público conhecerá os empreendimentos que mais se destacaram durante o ano de 2000, em seus respectivos setores - indústria, comércio e serviço, além do destaque da Empresa Cidadã. Esse prêmio será concedido à empresa que apresentou a melhor atuação junto à comunidade em programas que contribuíram para o desenvolvimento social e comunitário, consolidando o espírito de cidadania e responsabilidade social.
Recorde de Inscrições
A Bahia bateu o recorde de empresas inscritas. O setor comercial liderou as inscrições, com 770 empresas, seguido do setor de serviços, com 355, vindo depois indústria, com 107, e agroindústria, com 15. As inscrições para o prêmio Empresa Cidadã somaram 174.
O prêmio foi aberto a microempresas, com faturamento bruto anual até R$ 244 mil, e empresas de pequeno porte, com faturamento bruto anual acima de R$ 244 mil e até R$ 1,2 milhão. Foi vedada a participação de empresas de médio e grande portes, franquias, subsidiárias de grandes grupos empresariais, cooperativas, órgãos públicos, associações classistas e organizações não-governamentais.
Segundo o superintendente do Sebrae, Misael Aguilar, essa participação representa o resultado do esforço dos parceiros envolvidos no programa para a melhoria da performance das micro e pequenas empresas. "Tenho certeza que os empreendedores premiados servirão de exemplo para muitos que estão pensando em implantar programas de qualidade em suas empresas", ressaltou.
