Muitas vezes nos deparamos com o conceito de benchmarking interpretado de forma errônea. Na tentativa de traduzir o termo em inglês utiliza-se, por exemplo, cópia ou comparação. Benchmarking definitivamente não é cópia e vai muito além de uma simples comparação. Em uma empresa, um processo de benchmarking procura conhecer o que as líderes estão fazendo, quais são as principais diferenças existentes entre a empresa e as líderes e como atuar para diminuir tais diferenças. É essencial, porém, que seja realizada uma análise crítica para identificar se o que as empresas na posição de liderança estão fazendo deve ser adaptado (e não simplesmente copiado) à realidade da empresa. O erro está em sair copiando práticas para a uma empresa, somente porque está dando resultado
No Benchmarking Industrial realizamos esse exercício com os nossos clientes. O trabalho inicia-se com uma auto-avaliação da empresa que pontua cenários de acordo com o seu status atual, o que comumente chamamos de fotografia da realidade atual. Depois de “tirada a fotografia”, é iniciado um processo que tem duração de três dias nos quais o facilitador visita a empresa, processa os dados num banco de dados mundial e apresenta os resultados. Nesses resultados, por meio de indicadores, são mostradas as principais diferenças entre a empresa e as líderes de seu setor de atuação. São indicadores de Organização e Cultura, Qualidade Total, Desenvolvimento de Novos Produtos, Gestão da Inovação, Meio Ambiente Saúde e Segurança, Logística e Produção Enxuta. As diferenças apresentam as oportunidades para melhoria que devem passar pela análise crítica da empresa, para só então serem implementadas. Para tal, o facilitador auxilia a priorizar quais são as diferenças que deveriam ser tratadas e a elaborar um plano de ação.
A ferramenta possibilita, num curto espaço de tempo, que pessoas de diferentes áreas e diferentes níveis tenham uma visão global da empresa e façam o que chamamos de exercício de correção de rota, priorizando as ações que devem ser implementadas.
Atualmente, contamos com um banco de dados com cerca de 1.200 empresas de 34 países e diversos setores de atuação estão contemplados. Esse número tende a aumentar, primeiro pelas aplicações no mundo que continuarão a acontecer, e especificamente no Brasil, por causa do Programa Melhores Práticas para Excelência Industrial (PMPEI), coordenado pelo IEL/SC e financiado pela FINEP. O Programa tem como objetivo credenciar instituições multiplicadoras do Benchmarking Industrial para atender às várias regiões do país. Com isso, faremos com que os benefícios de se ter uma ferramenta devidamente estruturada para realização de benchmarking chegue a todas as empresas brasileiras.
Cristiane Mitsuê Iata
Consultora Responsável Benchmarking Industrial / IEL-SC




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