Abraçar desafios internos e externos é o caminho para a inovação
A última palestra do 7º Congresso Internacional Brasil Competitivo foi ministrada por Matt Miszewski, Gerente Global da Microsoft. O norte-americano travou um debate através da inovação tecnológica que a empresa desenvolve, convidando empresários, governantes e a sociedade a se unirem e, com vigor, buscarem mudanças reais na comunidade.
“Inovação diz respeito a mais do que ciência e tecnologia, mas a fazer coisas de form diferenciada e idéias pioneiras”, ressaltou. Para ele, a mágica dos programas de computadores, que os líderes mundiais deveriam aproveitar, é a forma de estruturar laços com seus cidadãos, estipulando metas de crescimento, inovação e tecnologia.
A inovação, como requisito fundamental para a vida atual, diz respeito a resolver problemas específicos. Matt lembra que ainda que a inovação exige coragem e determinação das pessoas, independente do cargo que elas ocupam em uma organização.
Seja nas esferas pública, privada ou civil, é imprescindível que líderes e gestores tenham a capacidade e o potencial para gerenciar riscos e falhas pessoais e profissionais. “Inovar na política é a capacidade de aprender, recuar daquilo que você faz e se arriscar em busca de melhorias para a população”, explicou o
O encontro de representantes de diferentes esferas, bem como a troca de casos de sucesso entre prefeitos e governadores que aconteceu durante o Congresso foi elogiada pelo administrador, que levantou a importância das esferas aprenderem com si mesmas. “A demanda mundial requer o trabalho em conjunto, nada menos do que isso. É a oportunidade de utilizarmos os contatos e relacionamentos para fazer negócios”.
Matt deixou no ar a pergunta: “Estamos ouvindo as pessoas certas? Alunos, professores, universidades?”. Segundo ele, é necessário aprender com o setor cívico como fazer o Brasil mais competitivo. “Não existe equação de crescimento inteligente. O que pode trazer a solução é habilidade de agrupar pessoas e resolver problemas que podem gerar mudanças”.
As condições para o êxito de um negócio, como colocou, são: liderança interna forte, preparação para uma possível crise, estímulo do funcionalismo público, procurando participação ativa com diálogo. “A liderança é solitária. Exige coragem, força. Um das coisas que líderes deixam de perceber é que a inovação não acontece somente nos aspectos externos, mas sim é uma oportunidade de interagir com o todo.”
A partir da afirmação de que o sistema público precisa se reformar, o palestrante colocou a oportunidade de explorar a inovação no ambiente produtivo do governo. “Não podemos abrir mão de nenhuma das esferas. O ideal é alinhar iniciativas e conseguir o comprometimento de todos”, explicou.
Ao final da palestra, Cláudio Gastal, o Diretor-Presidente do Movimento Brasil Competitivo, fechou o Congresso, ressaltando a missão da instituição de levar a gestão como valor para a sociedade, para uma gestão pública e privada focada e eficiente. “Quando a sociedade incorporar e cobrar dos agentes, conseguiremos gerar o processo de transformação em busca do desenvolvimento sustentável do Brasil, gerando um país mais justo, com mais qualidade de vida”.
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